Queria muito, mas afinal já não quero!

Não é novidade que o processo de adoção é a última alternativa para quem não consegue ter filhos pelo normal processo biológico. Esgotadas todas as hipóteses e o próprio casal (pois acredito que não seja fácil, lidar com sucessivas e dolorosas tentativas que acabam por sair goradas) parte-se para a adoção. Mais outro processo moroso e que põe à prova de inúmeras formas, aqueles que em breve serão pais de um filho, não gerado no ventre materno, mas no coração.

Os futuros pais que tanto anseiam por sê-lo, submetem-se por livre vontade ao escrutínio por parte de ene técnicos que os avaliam sobre a conduta, a estabilidade emocional, financeira, durante meses. Cumpridos os requisitos recebem então, com distinção, o bem mais precioso que durante anos tentaram ter.
Finalmente são pais e finalmente, uma criança que durante meses ou anos ansiou por ter uma família, vê também o seu desejo cumprido. Até aqui, temos um conto de fadas!
O pior é a infeliz realidade posta a público por estes dias: 43 crianças foram literalmente, devolvidas às instituições que as acolheram, como se de mercadoria se tratasse. 20 delas, com idade inferior a 2 anos.

Há nisto uma perversidade cruel, para não dizer pior. Falhou tudo: os técnicos e as suas análises, os pseudo-pais, e, todos estes levaram por arrasto, as crianças! Algum destes cidadãos pensou nos danos irreversíveis causados?  - rejeição, abandono, humilhação... Algum destes cidadãos pensou o que é ter um filho? Terão pensado inclusive, que ser pai/mãe não é o mesmo que ter em mãos um boneco?
Que pessoas são estas, meu Deus, que perante a primeira adversidade, devolvem aqueles que tanto desejaram como se de um produto de supermercado se tratasse?

Queria muito, mas afinal já não quero. Que razões levam as pessoas a uma atitude destas?

Que triste sina, a destas crianças.
Profundamente triste e lamentável.

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